sábado, 15 de junho de 2013

 Oficina 1

“Procedimentos,estratégias e capacidades de leitura/teorias de leitura e letramento”     (Rojo)
Partir da afirmação a respeito da leitura, paramos no início do século passado. Na visão da decodificação, interpretação e compreensão do texto.Discutimos que não para por aí, acreditamos que já à prática da interação e da réplica. Envolvendo a auto-reflexão e visão crítica do contexto- leitura inserido num contexto social do autor/leitor, com as  possibilidades infinitas de novos discursos/textos.

TextoNo aeroporto- Carlos D. de Andrade
Preparação para a leitura


O título da história que vamos ler é “No aeroporto”
Aeroporto   -   Carlos Drummond de Andrade
Viajou meu amigo Pedro. Fui levá-lo ao Galeão, onde esperamos três horas o seu quadrimotor. Durante esse tempo, não faltou assunto para nos entretermos, embora não falássemos da vã e numerosa matéria atual. Sempre tivemos muito assunto, e não deixamos de explorá-la a fundo. Embora Pedro seja extremamente parco de palavras e, a bem dizer, não se digne pronunciar nenhuma. Quando muito, emite sílabas; o mais é conversa de gestos e expressões, pelos quais se faz entender admiravelmente. É o seu sistema.
Passou dois meses e meio em nossa casa, e foi hóspede ameno. Sorria para os moradores, com ou sem motivo plausível. Era a sua arma, não direi secreta, porque ostensiva. A vista da pessoa humana lhe dá prazer. Seu sorriso foi logo considerado sorriso especial, revelador de suas intenções para com o mundo ocidental e o oriental e em particular o nosso trecho de rua. Fornecedores, vizinhos e desconhecidos, gratificados com esse sorriso (encantador, apesar da falta de dentes), abonam a classificação.
Devo admitir que Pedro, como visitante, nos deu trabalho: tinha horários especiais, comidas especiais, roupas especiais, sabonetes especiais, criados especiais. Mas sua simples presença e seu sorriso compensariam providências e privilégios maiores. Recebia tudo com naturalidade, sabendo-se merecedor das distinções, e ninguém se lembraria de achá-lo egoísta ou inoportuno. Suas horas de sono — e lhe apraz dormir não só à noite como principalmente de dia — eram respeitadas como ritos sacros a ponto de não ousarmos erguer a voz para não acordá-lo. Acordaria sorrindo, como de costume, e não se zangaria com a gente, porém é que não nos perdoaríamos o corte de seus sonhos. Assim, por conta de Pedro, deixamos de ouvir muito concerto para violino e orquestra, de Bach, mas também nossos olhos e ouvidos se forraram à tortura da TV. Andando na ponta dos pés, ou descalços, levamos tropeções no escuro, mas sendo por amor de Pedro não tinha importância.
Objeto que visse em nossa mão, requisitava-o. Gosta de óculos alheios (e não os usa), relógios de pulso, copos, xícaras e vidros em geral, artigos de escritório, botões simples ou de punho. Não é colecionador; gosta das coisas para pegá-las, mirá-las e (é seu costume ou sua mania, que se há de fazer) pô-las na boca. Quem não o conhecer dirá que é péssimo costume, porém duvido que mantenha este juízo diante de Pedro, de seu sorriso sem malícia e de suas pupilas azuis — porque me esquecia de dizer que tem olhos azuis, cor que afasta qualquer suspeita ou acusação apressada sobre a razão íntima de seus atos.
Poderia acusá-lo de incontinência, porque não sabia distinguir entre os cômodos, e o que lhe ocorria fazer, fazia em qualquer parte? Zangar-me com ele porque destruiu a lâmpada do escritório? Não. Jamais me voltei para Pedro que ele não me sorrisse; tivesse eu um impulso de irritação, e me sentiria desarmado com a sua azul maneira de olhar-me. Eu sabia que essas coisas eram indiferentes à nossa amizade — e, até, que a nossa amizade lhes conferia caráter necessário, de prova; ou gratuito, de poesia e jogo.
Viajou meu amigo Pedro. Fico refletindo na falta que faz um amigo de um ano de idade a seu companheiro já vivido e puído. De repente o aeroporto ficou vazio.
Extraído de: Cadeira de balanço. Rio de Janeiro, Livraria José Olympio Editora, 1976, p. 61, 62.

1.Que aeroportos você já conhece?
2.Selecione palavras e expressões que apresentam dificuldades para compreender e interpretar o texto.

Ao final...busca coletiva no dicionário das palavras que não foram compreendidas no contexto da história.
3.Quem é Pedro? Como ele é descrito no decorrer do texto?
Analise os trechos inicial e final e responda:
4.Escute a música “Encontros e despedidas”, interpretada por Maria Rita:
Ativação de conhecimento de mundo, antecipação ou predição, checagem de hipóteses:


Texto: “Pausa” , Moacyr Scliar
http://efp-ava.cursos.educacao.sp.gov.br/Resource/413029,A6/Assets/linguaportuguesa/materialep/texto_pausa.pdf
O texto que segue foi escrito por Moacyr Scliar 
Pausa
"Às sete horas o despertador tocou. Samuel saltou da cama, correu para o banheiro, fez a barba e lavouse. Vestiu­-se rapidamente e sem ruído. Estava na cozinha, preparando sanduíches, quando a mulher apareceu, bocejando:
—Vais sair de novo, Samuel?
Fez que sim com a cabeça. Embora jovem, tinha a fronte calva; mas as sobrancelhas eram espessas, a barba, embora recém­ feita, deixava ainda no rosto uma sombra azulada. O conjunto era uma máscara escura.
— Todos os domingos tu sais cedo — observou a mulher com azedume na voz.
— Temos muito trabalho no escritório — disse o marido, secamente.
Ela olhou os sanduíches:
—Por que não vens almoçar?
— Já te disse: muito trabalho. Não há tempo. Levo um lanche.
A mulher coçava a axila esquerda. Antes que voltasse à carga, Samuel pegou o chapéu:
—Volto de noite.
As ruas ainda estavam úmidas de cerração. Samuel tirou o carro da garagem. Guiava vagarosamente, ao longo do cais, olhando os guindastes,as barcaças atracadas.
Estacionou o carro numa travessa quieta. Com o pacote de sanduíches debaixo do braço, caminhou apressadamente duas quadras. Deteve-­se ao chegar a um hotel pequeno e sujo. Olhou para os lados e entrou furtivamente.Bateu com as chaves do carronobalcão,acordando
um homenzinho que dormia sentado numa poltrona rasgada. Era o gerente. Esfregando os olhos, pôs ­se de pé.
—Ah! Seu Isidoro! Chegou mais cedo hoje. Friozinho bom este, não é?Agente...
—Estou compressa, seu Raul!— atalhou Samuel.
— Está bem, não vou atrapalhar. O de sempre. — Estendeu a chave.
Samuel subiu quatro lanços de uma escada vacilante.
Ao chegar ao último andar, duas mulheres gordas, de chambre floreado, olharam-no com curiosidade:
—Aqui, meu bem! — uma gritou, e riu: um cacarejo curto.
Ofegante, Samuel entrou no quarto e fechou a porta à chave. Era um aposento pequeno: uma cama de casal, um guarda­-roupa de pinho; a um canto, uma bacia cheia d'água, sobre um tripé. Samuel correu as cortinas esfarrapadas, tirou do bolso um despertador de viagem,deu corda e colocou- o na mesinha de cabeceira. Puxou a colcha e examinou os lençóis com o cenho franzido; comum suspiro,tirou o casaco e os sapatos, afrouxou a gravata. Sentado
na cama, comeu vorazmente quatro sanduíches. Limpou os dedos no papel de embrulho, deitou­-se e fechou os olhos.
Dormir.
Em pouco, dormia. Lá em baixo,acidade começava a mover-­se:
os automóveis buzinando, os jornaleiros gritando, os sons longínquos.
Um raio de sol filtrou-­se pela cortina, estampou um círculo luminoso no chão carcomido.
Samuel dormia;sonhava. Nu, corria por uma planície imensa, perseguido por índio montado a cavalo. No quarto abafado ressoava o galope. No planalto da testa, nas colinas do ventre, no vale entre as pernas, corriam.
Samuel mexia-­se e resmungava.Às duas e meia da tarde sentiu uma dor lancinante nas costas. Sentou­-se na cama, os olhos esbugalhados: o índio acabava de trespassá-­lo com a lança. Esvaindo­-se em sangue, molhado de suor, Samuel tombou lentamente; ouviu o apito
soturno de um vapor. Depois,silêncio.
Às sete horas o despertador tocou. Samuel saltou da cama, correu para a bacia,lavou-­se. Vestiu-se rapidamente e saiu.
Sentado numa poltrona,o gerente lia uma revista.
—Já vai, seu Isidoro?
— Já — disse Samuel, entregando a chave. Pagou, conferiu o
troco em silêncio.
—Até domingo que vem,seu Isidoro—disse o gerente.
—Não sei se virei—respondeu Samuel, olhando pela porta; a noite caía.
— O senhor diz isto, mas volta sempre — observou o homem,
rindo. Samuel saiu.
Ao longo do cais, guiava lentamente. Parou, uminstante, ficou olhando os guindastes recortados contra o céu avermelhado. Depois, seguiu. Para casa."
SCLIAR, Moacyr.In:BOSI,Alfredo.Oconto brasileiro contemporâneo.

SãoPaulo: Cutrix,199


1.O que é uma pausa? O que nos sugere?
2.Para quê? Em que faria uma pausa? Parar o quê? Por quê?
( espera: intervalo/domingo/férias/descanso)
3.O que  você faz nos finais de semana, nos feriados, nas férias?
Orientar para prestar atenção, durante a leitura, as referências a: tempo e   locais
Horários – dia da semana
Casa/hotel(...) outros (inferir)
O que Samuel fazia aos domingos? O que dizia à mulher que iria fazer? Qual era o seu trabalho?
Que motivos levariam dizer à mulher que iria trabalhar aos domingos?
Por que o nome Isidoro? Como surge?
Que relação há entre o sonho de Samuel e a busca de liberdade?
Como associamos o termo “pausa” e as marcações de tempo no decorrer do texto?


Ref. “Vou-me embora pra Pasárgada”- Manuel Bandeira -http://www.releituras.com/mbandeira_pasargada.asp
Relacionar a aprendizagem com o contexto socialCompreensão da história e do foco 1ª e 3ª pessoa.
Respeito e interação (contar/ouvir histórias)
Que tipo de história poderia passar-se em um aeroporto?

Durante a leitura, orientar:

Pós- leitura
Qual o tipo de narrador dessa história? Cite um trecho que comprove sua resposta.
(“Viajou meu amigo Pedro”/ “De repente o aeroporto ficou vazio”)
a - Que sentimento prevalece expresso nesses trechos? Justifique.
b) Relacione essa reflexão com algum fato vivenciado por você  e faça um pequeno relato de como aconteceu.

Ampliação
http://letras.mus.br/maria-rita/73647/ e trace a relação entre os sentimentos que a “partida” gera tanto na letra da música quanto no texto “No aeroporto.

Após a leitura:
"Vamos fugir” – Skank - http://letras.mus.br/skank/75215/
Leia: o poema d Emanuel Bandeira, escute a música, com atenção à letra de “Vamos fugir”, Skank e compare as “pausas” sugeridas nesses textos à pausa feita por Samuel, no texto de Moacyr Scliar. Escreva essa reflexão.

Planejar é preciso
Apresentação:
O plano de aula aborda os focos narrativos, verificados como defasagens na avaliação diagnóstica

Cronograma:
2 aulas - exercício de 1ª pessoa em grupos: cada aluno conta uma história de algum fato que tenha acontecido  consigo. O grupo escolhe uma para contar para a sala.
2 aulas -  exercício de 3ª pessoa: contar para a sala um história/ a escolhida pelo grupo (Pode ser em forma de dramatização)
Ilustração da história

Público alvo: 7º ano fundamental
Alunos com dificuldade de identificar e registrar o foco narrativo.
Objetivo geral:
Objetivo específico: Levar o aluno a compreender o uso do foco narrativo em 1ª/3ª pessoa, de acordo com a dinâmica interna dos diferentes tipos e gêneros.
Duração: 6 a 8 aulas
Justificativa: Detectou-se na avaliação diagnóstica, a dificuldade da maioria em compreender e identificar a presença de um foco narrativo nos textos estudados nas aulas

Meta:
Compreender e produzir textos (orais e escritos) marcando a presença de um foco narrativo.
Recursos:    Oralidade, registro das histórias, ilustração/desenhos.

Professores:
Luciane Antunes Campos
José Benedito de Souza
Maria Aparecida Rodrigues
Lucineide Alves de Siqueira
Janaína Tunussi de Oliveira
Leid Luiza Mitta Carnevalli

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Depoimento de um colega professor de arte:


Ao descobrir que eu poderia ler de um jeito normal, quando pequeno eu fazia alguns testes para ver se eu poderia ler mais rápido, afinal com o domínio do básico você já pode treinar algumas peripécias.

1- Eu descobri que quando eu colocava a língua entre os dentes (bem no meio) e forçava para frente a leitura ficava mais fácil.

2- Descobri que quando eu colocava a língua no céu da boca eu lia mais rápido, mas lia muito rápido, a dor do freio da língua causava este efeito.

3- Descobri que quando eu deixava a língua solta dentro da boca eu não conseguia ler direito, não sei o motivo, mas parece que os pensamentos e a leitura ficavam meio "bagunçados".

4- Descobri que quando eu fazia pressão dentro da boca, criando vácuo e mexendo levemente a língua ao ler, eu conseguia entender muito mais facilmente as coisas, apesar de ler mais lentamente.

5- Descobri que ao mudar de linha eu poderia dar uma piscada em sincronia com o movimento dos olhos.

6- Descobri que eu só conseguia achar graça em um texto engraçado quando eu lia pronunciando as palavras.

7- A respiração deve ser lenta, mas depende de muitas coisas.

Até hoje eu aplico algumas dessas regras. Na verdade acho que tudo isso não se passa de um grande "tic nervoso", mas eu sou feliz assim, e ponto final.

terça-feira, 28 de maio de 2013

http://canaldoensino.com.br/blog/baixe-os-livros-obrigatorios-da-fuvest-e-unicamp-2013

JB acordando a galera domindo

Depoimento de Leitura e de Escrita

APRESENTAÇÃO

Faço parte de um grupo de professores de Língua Portuguesa no Estado de São Paulo. Estamos participando do curso "MELHOR GESTÃO, MELHOR ENSINO" - Língua Portuguesa.É um curso à distância, http://www.rededosaber.sp.gov.br/portais/Acesseocurso/tabid/4472/language/pt-R/Default.

Este espaço deseja sempre ser visitado e abre espaço para seu comentário e colaboração, comentando, criticando e sugerindo informações e conhecimentos que possam ser partilhados e construídos, a partir da participação, interação e colaboração, sempre bem-vindos, quando se propõe a construir novos saberes.

Para iniciar, apresento uma reflexão a respeito da LEITURA e ESCRITA, problematizado para o fórum do curso em questão.


 Depoimento de Leitura e de Escrita

Talvez, meu depoimento de leitura e de escrita seja a de que comecei a participar de correções de redações de uma universidade de Campinas por volta dos anos de 1991, com treinamentos através de cursos de aperfeiçoamento e de prática de correções de redações de vestibular.
Num desses treinamentos, foi preciso escrever uma redação, como se fosse um candidato ao vestibular, lembrando-se dos critérios que seriam seguidos para a correção daquele texto típico de concursdos. Aí, eu e o grupo de professores, nessas condições, pudemos sentir na pele a importância do planejamento da escrita de uma redação de vestibular e em pouco tempo para escrevê-la. Sentimos um pouco do que deve sentir um jovem adolescente nessa situação. Ler e avaliar redações dos outros é fácil para um professor de Língua Portuguesa. Saber que será avaliado é outra coisa. Daí a importância de um professor escrever, também ele. Todos somos escritores.
As minhas experiências, na verdade, não foram sistematizadas, foram mais livres. Tive a oportunidade de estudar em escolas que incentivavam atividades extras, como concursos de letras de músicas religiosas e profanas, exercitando a divagação pela poesia, simulando poemas, repetindo ideias de outras fontes temáticas, redigindo avisos, criando jornais, histórias em quadrinhos, ilustrações, pinturas etc. Nessa escola, havia o que chamávamos "Sessão Acadêmica", quando cada classe, num determinado mês, era responsável para apresentações de um  programação com poesias, músicas, teatros, esquetes, mensagens, discursos... ou seja, era necessário um trabalho de pesquisas e havia um clima não de disputa entre as salas, mas a de não fazer feio diante das outras, quando precisava-se planejar, ler muito, buscar ideias, pensar e registrar/escrever as produções, programar cada atividade, preparar, ensaiar, dedicar-se, enfim. Creio que foi nessa experiência que a leitura e a escrita foi se vendo necessária, sem ser forçada. Ainda nesse período, havia o costume de leituras livres, tendo uma biblioteca a disposição para entrar e escolher títulos variados, ao gosto de cada um. Havia uma "santa" disputa por quem lia mais. Os leitores comentavam com os colegas as histórias que liam, em rodas de conversas informais, uma vez que vivia-se em um internato. As experiências eram partilhadas, alem de um costume de todo dia haver um "boa-noite", ocasião em que se ouvia a fala, uma mensagem, um ensinamento para a vida, para o qual, muitas das pessoas que efetivavam esse "boa-noite", antes de ir dormir, traziam fontes de livros religiosos, filosóficos, depoimentos de personalidades, ensinamentos de sociólogos, de políticos, de pesquisadores e até fontes bíblicas para as mensagens que punham foco.
Fora isso, aprendemos a estudar, escrevendo, resumindo, sintetizando os conteúdos de nossas aulas. Havia o hábito de estudo e de leitura diários, tomando, no mínimo seis horas do dia. As atividades desenvolvidas requeriam buscar informações através de pesquisas, de leituras, para construir murais informativos, apresentar sessões artísticas, ou seja, efetivar uma formação humanística.
Daí, creio na pertinência de experiências que levem à leitura pela possibilidade de levar ao conhecimento, à escobertas, à extinção de dúvidas, à reflexão de ideias, ao conhecimento de lugares inimagináveis, à diversão etc, levando à realização e à formação humana, para possibilitar o exercício pleno de cidadania, de sociabilidade, de construção de conhecimentos e de profissionalização.
Admira-me, assim, depoimentos como o de Marilena Chiaui, sobre a importância da leitura como possibilidade de criar mundos e subverter o existente, abrindo para o novo e descobrindo conhecimetos. Aproximo-me da ideia de Contardo Callegaris, definindo a literatura como um catálogo de vidas possíveis e impossíveis, da inventada com liberdade e, ainda, a fala de mestres como Antônio Cândido, expondo a produção literária como satisfação das necessidades do ser humano, como enriquecimento da percepção e da visão do mundo, contribuindo para a humanização e para o aperfeiçoamento individual e social.
Isso tudo corrobora com os simples depoimentos de músicos como Gabriel, o pensador, e de Gilberto Gil, que valorizam a figura familiar da avó, como acompanhantes de um processo de estudos, de ouvir histórias, de auxílio no letramento, e a de Clair Feliz Regina, afirmando sobre a poesia que "tudo o que você quer cabe dentro de uma poesia", porque acredito que tudo o que se queira cabe na vida, e é só vivê-la intensamente. É preciso ler a vida, ler o mundo, ler o outro, ler a si mesmo. Valorizando as letras, descobre-se autor e leitor da vida como um todo.

Cursista: José Benedito de Souza - Professor - E.E. Prof. João Lourenço Rodrigues - Campinas SP